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Fundador do Nubank acusa funcionários de tornar canal interno em “arquibancada”

O CEO do Nubank, David Vélez. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O Nubank enfrenta repercussão interna desde a demissão de 14 funcionários após protestos em uma live conduzida por David Vélez na última quinta-feira (6). A transmissão discutia a mudança do regime de trabalho, que passará de remoto para híbrido em julho de 2026. Segundo relatos, parte dos trabalhadores publicou mensagens ofensivas no canal corporativo, o que motivou as demissões por justa causa.

A crise levou o fundador do banco digital a se manifestar publicamente. No LinkedIn, Vélez respondeu a um ex-funcionário que criticou as demissões e afirmou que os trabalhadores “confundiram um canal corporativo com rede social ou arquibancada de estádio”. Nas redes, a presidente do sindicato dos bancários também questionou as dispensas e convocou plenária para esta quarta-feira (12).

Outros dois empregados foram desligados nesta segunda-feira (10) sob acusação de tentar sabotar sistemas internos do banco. Em comunicado, o Nubank informou que impediu a ação e denunciou o caso às autoridades. A fintech afirma estar em processo de ampliação de escritórios e em fase de transição para o novo modelo de trabalho híbrido.