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Fundo Garantidor vira instrumento em esquema de crimes financeiros, diz PF

Policiais federais em blitz na sede do Banco Digimais Imagem: Reprodução web

A Polícia Federal afirmou à Justiça Federal que recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) entraram em operações como subterfúgio para a prática de crimes financeiros. A avaliação consta no documento que embasou a Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23), com buscas no Banco Digimais. Com informações de economia.uol.com.br.

Segundo os investigadores, o FGC, criado para proteger investidores e reduzir riscos no sistema financeiro, teria virado “mecanismo de cobertura para fraudes financeiras”. O fundo garante a restituição de até R$ 250 mil por CPF em caso de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira, como ocorreu no caso do Banco Master.

A PF afirma que administradores do mercado financeiro subverteram essa garantia institucional. No caso do Master, os investigadores citam um modelo de captação massiva por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno que chegaram a 140% do CDI, acima das práticas ordinárias de mercado.

Para a PF, esse modelo serviu de paradigma para instituições financeiras de médio porte em crise de liquidez e integra o modus operandi investigado no Banco Digimais. O Estadão informou em maio que o banco, ligado a Edir Macedo, estava em crise e à venda havia mais de um ano, além de ter usado fundos de investimento para retirar de suas demonstrações financeiras carteiras de financiamentos com inadimplência de centenas de milhões de reais.