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Fungos que brilham no escuro atraem visitantes em parque de SP

Fungos bioluminescentes emitem luz verde na mata durante a noite
Fungos bioluminescentes emitem luz esverdeada sobre matéria vegetal na floresta. Foto: Reprodução

Pequenos pontos de luz verde surgem na escuridão da Mata Atlântica durante caminhadas noturnas no Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo, no interior paulista. O fenômeno vem de fungos bioluminescentes, organismos que produzem luz por reações químicas e passaram a atrair visitantes interessados na biodiversidade da floresta.

Os levantamentos na unidade ainda estão no início, mas já identificaram fungos dos gêneros Gerronema e Mycena, como Gerronema viridilucens, Mycena lucentipes e Mycena luxaeterna. Eles aparecem sobretudo em matéria vegetal em decomposição, como folhas, galhos, madeira e folhas caídas de palmito-juçara. Há mais de 120 espécies de fungos bioluminescentes conhecidas no mundo.

A luz pode atrair artrópodes, como besouros, moscas e formigas, que transportam esporos e ajudam na dispersão dos fungos pela mata. No parque, a maior ocorrência foi registrada entre novembro e maio, quando o calor e a umidade favorecem os cogumelos. A visita exige acompanhamento de monitor ambiental, e os participantes devem permanecer nas trilhas, sem tocar ou retirar os fungos, pois algumas espécies luminosas podem ser tóxicas.