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Galeão mantém assédio de “jóqueis” e falhas de transporte e acessibilidade

Homens abordam passageiros na área de desembarque do Aeroporto do Galeão
Homens circulam pela área de desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Foto: Reprodução

Passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, relatam abordagens insistentes de chamados “jóqueis”, dificuldades de acessibilidade, problemas de sinalização e opções restritas de transporte público. A espanhola Aena assumiu a administração do terminal em 6 de outubro, após arrematar a concessão por R$ 2,9 bilhões, e prevê investir cerca de R$ 1 bilhão nos próximos três anos.

Uma turista de Porto Alegre contou que um homem cobrou R$ 140 por uma corrida até Copacabana e reduziu o valor após ser questionado. Quando ela e a companheira tentaram seguir para os carros por aplicativo, outro homem as abordou e cobrou R$ 100. “Ele dizia que os taxistas conhecem as ruas, que somos duas mulheres, que estamos mais vulneráveis. Cobrou R$ 100. Acabei cedendo, por pura pressão”, relatou Bruna Melo.

A Polícia Civil prendeu William dos Santos Xavier, conhecido como Júnior Baiano, apontado como “jóquei”, dentro do Galeão na última quarta-feira. As abordagens, porém, continuaram nos desembarques doméstico e internacional nos dias seguintes, mesmo com cerca de 20 policiais militares que atuam diariamente no terminal. A Aena afirmou que iniciou um levantamento das condições operacionais, da infraestrutura e dos serviços para elaborar um plano de melhorias de curto prazo.