Garotinho ‘volta ao jogo’ no Rio após aval de Zanin

O Republicanos oficializou neste sábado (25) a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao governo do Rio durante convenção estadual no Ginásio Alah Baptista, do Club Municipal, na Tijuca, Zona Norte da capital. Ele volta a disputar o Palácio Guanabara após o ministro Cristiano Zanin, do STF, suspender os efeitos de sua condenação na Operação Chequinho e afastar provisoriamente sua inelegibilidade. Será a quarta candidatura de Garotinho ao governo fluminense nas últimas três décadas. Com informações de Extra.
Garotinho apresentou o coronel da reserva Venâncio Moura como vice e lançou os ex-prefeitos Marcelo Crivella, do Rio, e Waguinho, de Belford Roxo, para a disputa ao Senado. Em discurso com ataques a adversários, afirmou que sua “tarefa número um” será “libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas” que, na avaliação dele, dominam o estado. “Os criminosos do tráfico, os criminosos da milícia e os criminosos da Alerj. Talvez essa seja a pior das facções”, disse.
O candidato também criticou o governo estadual, sem citar o governador Cláudio Castro, atacou o prefeito Eduardo Paes e prometeu acabar com a fila do Sisreg por meio da ampliação do funcionamento da rede hospitalar. Na coletiva após a convenção, defendeu a criação de um batalhão especializado, chamado por ele de “Bope 2.0”, para permanecer em comunidades até a retirada das facções. “Não é fazer operação-marketing: entra, mata um monte de gente e sai no dia seguinte. É ocupar a comunidade por 30 dias, 60 dias, 90 dias, o tempo que for necessário”, afirmou.
A decisão de Zanin ocorreu após disputa interna no Republicanos com o ex-prefeito de Miguel Pereira André Português. No STF, a defesa questiona acórdão do TSE que manteve a condenação de Garotinho por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento e coação no curso do processo, em caso ligado às eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes. Os advogados sustentam que a condenação usou provas digitais obtidas de forma irregular; em 2024, o TSE rejeitou recurso da defesa e manteve a pena de 13 anos e nove meses definida pelo TRE-RJ.
