Concentração de gases do efeito estufa atinge novo recorde e agrava aquecimento global

As concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera atingiram novos recordes em 2025, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta terça-feira (27). A concentração média global de dióxido de carbono chegou a 426,8 partes por milhão, equivalente a 153% do nível pré-industrial registrado em 1750. Em um ano, o indicador subiu 2,8 ppm.
O metano alcançou 1.948 partes por bilhão, ou 267% do nível pré-industrial, enquanto o óxido nitroso chegou a 339,1 ppb, 26% acima da concentração de 1750. A OMM aponta que os gases de longa duração aumentaram em 56% o efeito de aquecimento entre 1990 e 2025, com o CO2 responsável por cerca de 81% desse avanço. “Os gases de efeito estufa estão retendo uma quantidade sem precedentes de calor na atmosfera”, afirmou a vice-secretária-geral da entidade, Ko Barrett.
O efeito estufa é um processo natural que retém parte do calor do Sol e mantém a Terra em uma temperatura compatível com a vida. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a agropecuária e outras atividades humanas elevaram a concentração desses gases e intensificaram o aquecimento global. As conferências do clima da ONU, conhecidas como COP, reúnem países para negociar cortes de emissões e medidas capazes de limitar essa acumulação na atmosfera.
