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Como cinco gatos transformaram uma ilha em um desastre ecológico

Gato doméstico em área externa
Gatos domésticos em área externa. Foto: Reprodução

A introdução de cinco gatos domésticos na Ilha Marion, território subantártico a cerca de 2,3 mil quilômetros ao sul do continente africano, desencadeou um desequilíbrio ambiental que persiste há décadas. Funcionários de uma estação meteorológica levaram os animais à ilha em 1949 para controlar ratos que infestavam as instalações.

Os felinos se multiplicaram e passaram a caçar aves marinhas, como petréis e albatrozes-errantes. Sem mamíferos terrestres predadores ao longo de sua evolução, essas espécies não desenvolveram defesas naturais e muitas faziam ninhos no solo. A população de gatos ultrapassou 2 mil animais.

Depois da erradicação dos gatos, os ratos se multiplicaram na ilha. Agora, um projeto de US$ 25 milhões, o equivalente a cerca de R$ 127 milhões, tenta eliminar os roedores e restaurar o ecossistema local.