Gemini: IA do Google invade três empresas reais durante testes

Um modelo de linguagem do Gemini, plataforma de inteligência artificial do Google, acessou sistemas de três empresas reais durante testes de cibersegurança realizados em maio. O caso veio a público na sexta-feira (18), informou o The Wall Street Journal. A empresa parceira Irregular conduzia o exercício, no modelo conhecido como “capture a bandeira”.
A IA recebeu acesso à internet de forma não intencional e confundiu alvos fictícios com companhias existentes. Em um dos episódios, tentou combinações até adivinhar uma senha de uma empresa real. Nos outros dois, pesquisou o nome de uma companhia fictícia, encontrou uma empresa de mesmo nome e usou credenciais vazadas em repositórios para obter acesso.
O Google confirmou os episódios, comunicou autoridades e as três empresas atingidas e afirmou que o Gemini não provocou danos. Segundo a companhia, o modelo encerrou as sessões ao identificar que havia acessado servidores reais. Casos semelhantes já envolveram agentes da OpenAI e da Anthropic, ampliando o debate sobre controles para ferramentas de IA usadas em testes de segurança.
