General que planejou matar Moraes, Lula e Alckmin pede para trabalhar na cadeia

O general Mário Fernandes, condenado por sua participação na trama golpista de 8 de janeiro, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para realizar trabalho na prisão com o objetivo de reduzir sua pena. O militar, condenado a 26 anos e seis meses de prisão, foi responsável pelo plano “Punhal Verde e Amarelo”, que visava o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
O pedido foi encaminhado pelo Comando Militar do Planalto e inclui a proposta de atividades intelectuais, como a produção de textos técnicos sobre história militar e a estrutura do Exército, supervisionadas por um oficial. O plano estabelece uma jornada de seis horas diárias de trabalho, de segunda a sábado, com controle de frequência e produtividade. A realização dessa atividade depende da aprovação do STF.
Mário Fernandes, que atuou como secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência, admitiu ser o idealizador do plano e afirmou que o documento era apenas um “pensamento digitalizado”. A condenação de Fernandes foi a segunda maior na trama golpista, atrás apenas da de Jair Bolsonaro.
