O que faz a geração Z fugir dos destinos mais famosos nas viagens

A geração Z tem priorizado viagens com propósito, experiências ligadas à cultura local e períodos de desconexão digital. Jovens também evitam destinos superlotados, procuram roteiros fora do circuito mais popular e aproveitam a baixa temporada para encontrar preços menores. Para a bioinformata Catarina Gomes, de 27 anos, o contato com moradores e vivências autênticas valem mais do que cartões-postais. “Abomino locais em que as pessoas fazem fila para tirar foto em um ângulo e lugar específico. Não faz sentido viajar só para postar nas redes sociais.”
Uma pesquisa da Qualtrics encomendada pelo Priority Pass indicou que cuidar da saúde mental e emocional motiva 68% dos viajantes brasileiros dessa faixa etária, enquanto 37% viajam em busca de detox digital. A professora Verônica Mayer, da UFF e da USP, afirma que o grupo procura se conectar de forma mais profunda com pessoas e lugares. O turismo de bem-estar, o contato com a natureza, viagens sem foco em álcool e destinos menores ganham espaço nesse cenário.
Levantamentos do Kayak apontam que 84% dos jovens preferem áreas rurais e cidades pequenas às grandes metrópoles. A plataforma também registrou que 64% dos viajantes das gerações Z e millennial pretendem fazer várias microviagens em 2026, com aumento de 6% nas buscas por voos de um a quatro dias. Shows, festivais e competições esportivas também impulsionam deslocamentos: o Airbnb informou que cerca de 65% das datas e cidades mais procuradas globalmente para 2026 coincidem com grandes eventos.
