Geração Z troca telas por crochê e cerâmica para desacelerar; entenda

Jovens da Geração Z têm recorrido a hobbies considerados retrô, como crochê, tricô, cerâmica e discos de vinil, para se afastar das telas e desacelerar a rotina. Em Araçatuba, no interior de São Paulo, atividades manuais ganharam espaço entre pessoas que cresceram conectadas a celulares, computadores e redes sociais.
Rhayanne Ferreira, de 21 anos, trabalha como analista de tecnologia da informação e descobriu o crochê há quatro anos depois de ver um vídeo nas redes sociais. A prática virou uma forma de interromper a rotina digital. “O crochê ajuda muito na saúde mental, porque ficar olhando para tela o dia inteiro produz muita dopamina. Focar em artesanato faz muito bem”, afirmou.
A arquiteta Larissa Locatelli conheceu a cerâmica há cerca de um ano e meio e diz que o trabalho com argila exige concentração e reduz o ritmo. Para a psicóloga Glediane Santana, o interesse por atividades associadas a pais e avós também reflete o esgotamento provocado pelo excesso de redes sociais. “O uso não é ruim. O problema é o excesso em que a gente vive”, disse.
