Do sucesso ao caos: como empresário levou dois times tradicionais à falência

O empresário espanhol-luxemburguês Gerard López acumulou administrações marcadas por crise financeira no futebol europeu. Bordeaux, da França, e Boavista, de Portugal, sofreram rebaixamentos administrativos e saíram dos calendários profissionais de seus países após anos de dívidas. López também comandou o Royal Excel Mouscron, da Bélgica, que encerrou as atividades depois de não obter licença profissional.
Antes de assumir os clubes, Bordeaux e Boavista já enfrentavam passivos elevados e custos ligados a seus estádios. O Bordeaux assumiu pagamentos para atuar no Matmut Atlantique, enquanto a reforma do Estádio do Bessa, no Porto, custou cerca de 41 milhões de euros. Para o economista César Grafietti, a compra de equipes endividadas pode funcionar em outros setores, mas encontra limites no futebol, onde receitas crescem lentamente e dívidas comprometem a capacidade de investir no elenco.
Admar Lopes, atual executivo de futebol do Vasco, trabalhou nos projetos de López. Ele integrou a estrutura de recrutamento do Lille, atuou como supervisor no Boavista e foi diretor de futebol do Bordeaux entre 2021 e 2025. No clube francês, o time caiu da elite em 2022 e depois perdeu espaço nas divisões nacionais por problemas financeiros; no Boavista, a equipe foi rebaixada em campo e não apresentou garantias para disputar a segunda divisão.
