Gestão Doria reduz fila para exames, mas aumenta a de cirurgias
Reportagem de Bianca Gomes e Fabiana Cambricoli no Estadão aponta que o Corujão da Saúde diminuiu filas de exames, mas houve pouco efeito nas demandas de consultas especializadas e cirurgias.
O atendimento também teve uma piora por falta de médicos.
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Quase um ano após assumir a Prefeitura, Doria reduziu em 61% o número de pessoas que aguardam um exame no Sistema Único de Saúde (SUS) da capital, mas não teve o mesmo desempenho no enfrentamento das filas por consultas de especialidades e cirurgias, que cresceram em comparação com as do último mês da gestão anterior.
Hoje, cerca de 845 mil pessoas ainda aguardam algum atendimento na fila da rede municipal. O número total é 25% menor do que o 1,13 milhão de procedimentos que estavam na lista em dezembro de 2016, mas a queda não é uniforme.
Com o Corujão, iniciado em janeiro, o número de exames na fila caiu de 607 mil em dezembro de 2016 para 234 mil em novembro deste ano, último dado disponível. Já a lista de espera por consultas de especialidades cresceu, passando de 439 mil para 497 mil. Os pedidos de cirurgias na fila, que a partir de julho foram incluídos no Corujão, também aumentaram, de 91 mil para 113 mil.
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Em seu primeiro ano, Doria também enfrentou a falta de médicos. Em 2017, o número de profissionais caiu de 12.953 para 12.529. A promessa de campanha de contratar de imediato 800 médicos não foi cumprida. O motivo seria a falta de verba prevista para a medida.

