Ghosting afeta saúde mental de mulheres em apps de namoro; entenda o termo

O ghosting, a superficialidade e a falta de responsabilidade afetiva afetam a saúde mental de mulheres que usam aplicativos de namoro, segundo pesquisa do happn. Entre 1.235 usuários ouvidos no Brasil, 40% das mulheres apontaram a superficialidade e a irresponsabilidade afetiva como os fatores mais prejudiciais ao bem-estar nas plataformas.
O levantamento indica que 78% das entrevistadas já sofreram ghosting, quando uma pessoa interrompe o contato sem explicações. Para 18%, a experiência aumentou a ansiedade e prejudicou a confiança em futuros parceiros. A psiquiatra Cláudia Ketter afirma que a ausência de resposta pode ser percebida como sinal de desvalorização pessoal ou de não pertencimento.
As usuárias também adotam medidas para reduzir a exposição a situações desgastantes: 39% priorizam conversas com pessoas que demonstram interesse mútuo, 21% colocam rotina, hobbies e amizades acima dos aplicativos e 18% fazem pausas periódicas. Ketter alerta que o uso exige atenção quando a plataforma deixa de servir para conhecer pessoas e passa a regular a autoestima e o estado emocional.
