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Globo freia merchandising em novelas após excesso de publicidade em “Vale Tudo”

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Isabel Teixeira na novela ‘Quem Ama Cuida’. Foto: Reprodução

A Globo passou a impor limites mais rígidos às ações de merchandising em suas novelas após avaliar que houve excesso de publicidade em “Vale Tudo”, exibida em 2025. A nova orientação já pode ser percebida em “Quem Ama Cuida”, atual novela das nove, na qual as inserções comerciais precisam ter maior relação com a história para serem aprovadas. A emissora também evita repetir anunciantes em um mesmo capítulo e procura espaçar as ações publicitárias para reduzir a sensação de superexposição.

As mudanças foram intensificadas depois que o conselho de administração da Globo considerou exagerada a quantidade de propaganda na reta final de “Vale Tudo”. Algumas cenas viraram alvo de piadas nas redes sociais, entre elas uma ação com Humberto Carrão e Alice Wegmann para a marca Omo. Taís Araujo, protagonista da novela, também chegou a aparecer em determinados capítulos principalmente para participar de entregas comerciais, situação que ajudou a alimentar as críticas sobre o espaço dado aos anunciantes dentro da trama.

O incômodo teria chegado à família Marinho, segundo o livro “Metamorfose”, de Ernesto Rodrigues, que aborda a história da Globo. De acordo com a obra, um integrante da família procurou o comando da emissora para discutir o excesso de merchandising e incentivar formatos menos ostensivos. Em “Quem Ama Cuida”, a estratégia tem recebido avaliações positivas internamente, com ações comerciais mais integradas ao roteiro e intervalos de pelo menos três dias entre algumas inserções.