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Dinheiro esquecido e dentista grátis? Anúncios usam programas públicos para aplicar golpes

Anúncios fraudulentos prometem consulta a valores e simulam serviços oficiais
Anúncios prometem consulta a valores e simulam serviços oficiais. Foto: Reprodução

Golpistas publicaram 860 anúncios fraudulentos nas plataformas da Meta entre janeiro e março de 2026, usando programas e serviços públicos como isca para atrair vítimas. O levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ (NetLab) identificou 152 páginas envolvidas em peças divulgadas no Facebook, Instagram e outras redes da empresa.

O Valores a Receber, serviço do Banco Central, apareceu em 345 anúncios, seguido por Brasil Sorridente, com 230, Minha Casa Minha Vida, com 67, e Auxílio Gás, com 62. As publicações prometiam dinheiro, benefícios ou serviços inexistentes e levavam usuários a páginas que simulavam canais oficiais, em alguns casos para cobrar taxas ou gerar receita com publicidade. Entre os 860 anúncios, 185 usavam sites ou páginas que imitavam órgãos públicos.

O estudo apontou que 394 peças, equivalentes a 45,8% do total, traziam vídeos gerados ou manipulados por inteligência artificial. Uma deepfake do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apareceu em pelo menos 16 anúncios. Os pesquisadores também encontraram uma rede de 18 páginas administradas na China, responsável por 67 anúncios enganosos, e apontaram que a falta de dados completos sobre publicidade digital dificulta identificar os responsáveis e medir a dimensão dos golpes.