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Grávida em trabalho de parto é levada a audiência por vídeo após recusar cesariana

Cherise Doyley foi forçada a participar de uma videoconferência enquanto estava em trabalho de parto. Foto: Reprodução

Uma gestante em trabalho de parto foi levada a uma audiência virtual dentro de um hospital em Jacksonville, na Flórida (EUA), após recusar uma cesariana. Cherise Doyley, que é doula (profissional treinada para oferecer suporte à gestante) e mãe de três filhos, deu entrada no Hospital da Universidade da Flórida defendendo parto normal, apesar do alerta médico sobre risco de ruptura uterina, condição rara que ocorre em cerca de 1 a cada 300 casos.

Horas depois, enfermeiras colocaram um tablet diante dela e informaram que participaria de uma audiência. Durante a sessão, que reuniu médicos, advogados e o juiz Michael Kalil, ela reagiu: “Eu ainda tenho direitos como cidadã americana e como paciente, e tenho o direito de decidir o que acontece comigo, com meu corpo e com meu bebê”. E questionou: “Eles vão me amarrar e me fazer uma cesariana contra a minha vontade?”

Após três horas, o juiz não determinou cirurgia imediata, mas autorizou o procedimento em caso de emergência. Com queda nos batimentos do bebê, os médicos realizaram a cesariana, e Arewa nasceu. O caso ocorreu no fim de 2024. A mãe afirma ter sido coagida e declarou: “Quando usamos os tribunais para basicamente coagir e intimidar alguém a se submeter a um procedimento médico desnecessário contra a sua vontade, isso é semelhante à tortura”.

Confira o vídeo: