Apoie o DCM

Grito de ‘Congresso inimigo do povo’ marca Parada LGBT+ 2026

Participante retrata bolsonarismo como diabo na Parada LGBT+ e Votinho, mascote da Parada do Orgulho LGBT – Foto: Amanda Rossi/UOL/Divulgação

“Congresso inimigo do povo”: o coro das ruas ganhou voz na 30ª Parada LGBT+ de São Paulo, neste domingo (7), na Avenida Paulista. A edição teve como slogan “A rua convoca, a urna confirma”, marcando os 30 anos da manifestação e reunindo discursos em defesa da ampliação da representação LGBTQIA+ no Poder Legislativo, além de críticas ao bolsonarismo.

Organizadores e participantes defenderam a escolha de candidatos alinhados às pautas da comunidade nas eleições de 2026. Com informações do Uol.

Entre os participantes, Salete Campari afirmou: “É ano de eleição, vote em pessoas que nos apoiam”. Toni Reis também discursou e declarou: “Eu e meu esposo estamos juntos há 36 anos. Não queremos destruir a família de ninguém, queremos construir a nossa. Façam campanha por candidaturas que respeitem a diversidade humana”. A pré-candidata Léo Áquila (PSB) afirmou: “Vamos nas urnas derrotar todo bolsonarismo. Nós somos um povo de paz. Mas, se querem guerra, vamos lutar. A arma deles é o ódio, a nossa é o amor”.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL) participou do ato e declarou: “A maior vitória da classe trabalhadora veio das mãos dessa comunidade, uma travesti preta e uma bicha preta. Fomos nós que fizemos o que ninguém tinha conseguido”. A parlamentar também afirmou: “Vamos votar com consciência, esta comunidade tem poder de decisão”. Durante o evento, uma performance retratou o PL como “Partido do Lúcifer”, com referências ao bolsonarismo.

A organização também registrou redução no apoio privado ao evento. Segundo os organizadores, a Parada perdeu 60% dos recursos de patrocinadores e reduziu o número de trios elétricos de 20 para 14. Neste ano, o evento contou com Amstel e Grupo L’Oréal no Brasil como patrocinadores, além de Amstel Vibes e Philip Morris Brasil como apoiadores. Também houve críticas ao projeto do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que propõe restrições à realização de eventos LGBTQIA+ em vias públicas. O presidente da APOLGBT-SP, Nelson Matias Pereira, declarou: “A gente não vai voltar nunca mais pro armário. A Paulista é nosso lugar, aqui é nosso espaço. Não é dentro de um estádio, é aqui nas ruas”.