As três regras do PCC que Gritzbach teria quebrado antes de ser executado em Guarulhos

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, que delatou esquemas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e policiais que acusou de corrupção, teria violado três regras da facção antes de morrer. Para a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ele teria roubado integrantes do grupo, mandado matar um operador logístico e colaborado com as autoridades. “Ninguém em uma facção criminosa sobreviveria a essa situação”, afirmou.
As investigações apontam que Gritzbach se relacionava com Cláudio Marcos de Almeida, o Django, integrante do PCC e cliente do corretor de imóveis. Django teria tentado defendê-lo em um suposto sequestro ligado à cobrança de valores atribuídos à facção. A polícia afirma que integrantes do grupo responsabilizavam Gritzbach pela morte do fornecedor de armas Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, em dezembro de 2021, e que Django acabou assassinado após interceder pelo corretor.
Gritzbach formalizou uma delação premiada com o Ministério Público em 2023 e sofreu uma tentativa de homicídio em seu apartamento na noite de Natal daquele ano. A Promotoria ofereceu sua inclusão no Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas, o Provita, mas ele recusou. O advogado que o representava contesta que ele tenha ordenado as mortes de Cara Preta e de Antônio Corona Neto, enquanto a defesa de Pablo Henrique Borges afirma que seu cliente não é investigado nesses fatos.
