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Grupo ajuda pessoas a enfrentar vício em apostas: “Ninguém julga”

Reunião dos Jogadores Anônimos em Belo Horizonte
Sala de reunião dos Jogadores Anônimos em Belo Horizonte – Foto: Larissa Ricci / Metrópoles

Em Belo Horizonte, os Jogadores Anônimos recebem quem chega pela primeira vez com a frase: “Você é a pessoa mais importante para a gente hoje”. As reuniões ocorrem às terças e quintas-feiras, na sede da Associação Brasileira Comunitária de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas (Abraço), e têm reunido pessoas que buscam abandonar o vício em jogos, de antigos frequentadores de bingos e caça-níqueis a jovens que começaram nas apostas esportivas e cassinos on-line. Com informações da Metrópoles.

Um integrante que participa do grupo há 25 anos afirma que a procura cresceu principalmente depois da pandemia e da expansão das casas de apostas on-line no Brasil. Segundo ele, o perfil também mudou: hoje, há mais pessoas de 18 a 30 anos e até o caso de um adolescente de 16 anos. “Antes, as pessoas tinham que se deslocar para poder jogar; hoje, em qualquer lugar, elas podem fazer uma aposta pelo celular”, disse.

Os encontros seguem o programa dos 12 Passos e têm como base as chamadas “palavras francas”, em que os participantes relatam perdas, recaídas e períodos sem apostar. Chaveiros marcam etapas como 30, 60, 90 e 180 dias longe do jogo; em caso de recaída, a pessoa devolve todos e recomeça. “Nós não julgamos, porque cada um ali fez igual ou pior”, afirmou um membro do grupo.

A dependência em jogos de aposta é reconhecida como transtorno de saúde mental relacionado ao comportamento aditivo e tem tratamento. Quem precisa de ajuda pode procurar uma UBS ou um CAPS pelo SUS; em sofrimento emocional intenso ou ideação suicida, a orientação é buscar um serviço de saúde ou acionar o CVV, que atende 24 horas. Em BH, os Jogadores Anônimos se reúnem na Avenida do Contorno, 4.777, no bairro Funcionários, das 19h às 21h15, com informações pelo WhatsApp (31) 99206-2501.