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Grupos denunciam fraude em cotas raciais na USP e pedem investigação

Do G1:

Coletivos negros reivindicam da Universidade de São Paulo (USP) a criação de uma comissão que acompanhe a matrícula de quem se autodeclara negro e se beneficia das cotas raciais do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a fim de evitar fraudes. Um abaixo-assinado cobrando uma comissão foi criado.

A estudante Amanda Cordeiro contou ao G1 nesta sexta-feira (2) que concorreu a uma das três vagas de políticas afirmativas disponibilizadas em um curso da USP no último ano. Ela acabou em quarto lugar, não conseguiu a vaga e, por curiosidade, procurou os três aprovados nas redes sociais.

“Pelo perfil percebi que um dos aprovados não era compatível nem com a cota racial, nem com aquela destinada a alunos de escolas públicas. Denunciei para a reitoria, mas nada aconteceu”, disse.

A jovem disse ter visto denúncias similares em páginas e grupos do Facebook neste ano e teve a iniciativa de criar um abaixo-assinado online pela criação de uma comissão para avaliar o ingresso de cotistas na universidade. O documento tinha mais de 500 assinaturas até a tarde desta sexta.

Por meio do Sisu, as instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todas essas instituições têm vagas reservadas para estudantes que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas, de acordo com a Lei de Cotas, e há ainda as instituições que destinam uma parte das vagas para políticas afirmativas próprias, como a USP.