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Guaxinim de Haaland: comprar animal empalhado é permitido?

Erling Haaland com guaxinim empalhado
Erling Haaland segura um guaxinim empalhado ao desembarcar na Noruega. Foto: Reprodução

Erling Haaland chamou atenção ao desembarcar na Noruega com um guaxinim empalhado após a eliminação da seleção do país na Copa do Mundo. O souvenir foi comprado em uma loja de itens típicos do Velho Oeste americano em Dallas, no Texas, e custa cerca de R$ 3,8 mil no site do estabelecimento, onde aparece como esgotado.

A taxidermia, conhecida como empalhamento, preserva a pele, a forma e o tamanho de um animal morto por meio de tratamento da pele e aplicação sobre um molde. Nos Estados Unidos, as regras variam conforme a espécie e o estado. O professor de direito ambiental Alexandre Levin afirma que, no Texas, a legislação é mais permissiva para espécies abundantes ou consideradas exóticas. “No caso de espécies de caça comum (como o guaxinim), desde que o animal tenha sido abatido legalmente sob as licenças de caça do estado, a sua pele tratada ou peça de taxidermia pode ser comercializada legalmente por qualquer pessoa física”, diz.

No Brasil, a legislação não trata especificamente da taxidermia, mas impõe restrições à posse, venda, transporte e uso de fauna silvestre e exótica, inclusive animais empalhados. A importação exige autorização prévia do Ministério da Agricultura, documentação sanitária, declaração no controle alfandegário e inspeção da Vigilância Agropecuária Internacional. Levin afirma que a entrada de animais taxidermizados no país exige controle rigoroso de órgãos ambientais e agropecuários, enquanto o advogado Fábio Ishisaki alerta que a prática precisa de regras claras para evitar risco sanitário e estímulo à morte de animais com fins comerciais.