Guerra deixa 30 brasileiros presos em cruzeiro no porto de Dubai

Um grupo de cerca de 5.000 passageiros, incluindo 30 brasileiros, está preso no Porto de Dubai após a suspensão de um cruzeiro devido aos ataques no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã. Os passageiros, que haviam embarcado para uma viagem em direção ao Espírito Santo, foram informados no sábado (28) de que a rota seria interrompida indefinidamente.
José Carlos Bergamin, empresário e passageiro do cruzeiro, explicou que, embora a tensão tenha sido alta nas primeiras horas, o clima no navio permanece tranquilo, com serviços normais e apoio entre os passageiros. Ele, que é vice-presidente da Fecomércio-ES, relatou que, apesar da insegurança quanto ao retorno ao Brasil, os passageiros estão sendo orientados a permanecer no navio e seguir as recomendações de segurança.
As autoridades locais pedem para evitar a circulação pela cidade e áreas mais expostas. O grupo tem monitorado as notícias e, apesar de verem mísseis e fumaça no céu durante a noite, a situação foi controlada com o apoio mútuo entre os passageiros. “Não sabemos se vamos ficar aqui 2 ou 10 dias”, disse Bergamin.
A companhia marítima, responsável pela viagem, informou que acionou as embaixadas e está trabalhando para garantir a segurança dos passageiros, mas não há previsão de quando os voos de retorno serão possíveis. Embora o espaço aéreo da região esteja sendo lentamente reaberto, o número de turistas na área torna o processo de remarcação e evacuação lento e complicado. Até o momento, não houve ordens de evacuação em massa, e a situação segue monitorada pelas autoridades locais.
