Guilherme Fontes fala sobre a volta do vilão Alexandre à TV: “É o conselheiro do Bolsonaro”

Publicado em 21 dezembro, 2020 7:31 am
Alexandre (Guilherme Fontes) – Arley Alves/Globo

Do F5:

“De tempos em tempos, o ator tem uma oportunidade ou reza para ter essa oportunidade de encontrar um personagem que, digamos assim, é a sua alma gêmea”. Foi aos 27 anos que Guilherme Fontes, o autor da frase acima, se deparou com o papel que se tornaria um marco na sua carreira: o inesquecível Alexandre, de “A Viagem”, novela de 1994, que será reprisada pela quarta vez, a a partir desta segunda (21), no canal Viva.

Não que o ator tenha algo a ver com o diabólico e perturbado vilão da trama que, depois de morto, volta do Vale dos Suicidas para assombrar seus inimigos na terra. O que ele diz é que, apesar de muitas de suas cenas serem dramáticas e com uma carga de energia muito pesada, o clima nas gravações era leve e tudo fluía com facilidade. “Aquilo era tão prazeroso, tão divertido de fazer, que eu saia rindo, no sentido de, puxa, foi muito bom fazer”, revelação. O resultado é que até hoje Fontes não passa um dia sem ser reconhecido pelo personagem, o que não o incomoda. “Eu acho absolutamente extraordinário. Fico muito orgulhoso de saber que um trabalho que eu fiz há quase 27 anos, continue sendo reprisado e fazendo sucesso.”

Alexandre também entrou para uma seleta e curiosa lista, composta por outros grandes vilões da TV brasileira, como Odete Roitman (Beatriz Segal) , Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) e Carminha (Adriana Esteves): virou meme. Em muitas das montagens que circulam na internet, uma imagem dele é posicionada atrás do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou de seus filhos para indicar que os políticos estariam sob a influência do seu espírito –assim como ele eliminado na novela, já depois de morto, para se vingar aqueles que o prejudicaram em vida. “[Os memes] são divertidíssimo e fazem o maior sentido […] Alexandre é o grande conselheiro das bobagens que o Bolsonaro fala”, afirma. O que não tem graça, ressalta o ator, é a forma como os governantes brasileiros minimizam uma pandemia do novo coronavírus no Brasil. “Não conseguir viver sem criar o caos […] Uma população precisa de políticos seguros, sem gracinha, sem piada, com atitudes responsáveis”, destaca.

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