Apoie o DCM

Como o modelo esportivo da Noruega formou Haaland, Odegaard e uma geração de talentos

Erling Haaland pela seleção da Noruega
Haaland e Odegaard em ação pela Noruega, em 2019, no início da parceria pela seleção – Foto: Trond Tandberg/Getty Images

Erling Haaland marcou duas vezes, decidiu a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e levou a Noruega à primeira quartas de final de sua história no torneio. O atacante chega ao duelo contra a Inglaterra, no sábado, às 18h (de Brasília), em Miami, como vice-artilheiro da competição, com sete gols.

A campanha também reflete a expansão do futebol em um país tradicionalmente associado aos esportes de inverno. Desde 2016, a Noruega construiu mais de 500 campos de grama sintética para ampliar o acesso à modalidade mesmo em regiões de clima rigoroso. A projeção de Haaland no Manchester City e a geração com nomes como Martin Odegaard, Antonio Nusa, Julian Ryerson, Sander Berge e Kristoffer Ajer ajudaram a atrair novos torcedores para uma seleção que não disputava um Mundial havia 28 anos.

O avanço norueguês vem de um modelo de formação que evita a especialização precoce e incentiva crianças a praticarem diferentes esportes por mais tempo. Os chamados “Direitos da Criança no Esporte” garantem participação independentemente da condição financeira, ambiente seguro, competição voltada à diversão e escuta dos treinadores. Segundo estudo da Universidade de Agder, 93% das crianças na Noruega participam de uma equipe juvenil; no futebol, a Norway Cup se consolidou como a maior competição juvenil do mundo.