Haaland: o garoto franzino que virou pesadelo do Brasil

Erling Haaland chega ao duelo da Noruega contra o Brasil, neste domingo (05), às 17h, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, como o grande trunfo norueguês. O atacante marcou cinco gols nos três primeiros jogos do torneio, mas nem sempre foi o jogador que hoje combina força, velocidade e frieza diante do gol. No Bryne FK, no sudoeste da Noruega, ele era visto como um adolescente alto e magro; Sondre Norheim, ex-companheiro de clube, lembra que Haaland “já era alto, mas não era forte, nem tão rápido”. Com informações de uol.com.br.
O que já chamava atenção era a obsessão pelo trabalho. Aos 15 anos, ainda sem ter disputado uma partida profissional, Haaland chamou Norheim depois de um treino e pediu ajuda para praticar finalizações: “Você fica depois do treino me passando umas bolas? Quero treinar finalização”. O zagueiro imaginou uma atividade de 15 ou 20 minutos, mas a sessão passou de uma hora, com chutes repetidos em diferentes posições do campo. “Naquele dia, eu vi que ele tinha algo especial. Ele chutava, repetia, mudava de lugar”, contou.
A fama em Bryne veio antes do futebol: o pai, Alf-Inge Haaland, jogou dez anos na Premier League e disputou a Copa de 1994; a mãe, Gry Marita Braut, destacou-se no heptatlo na Noruega. Alf Ingve Bernsten, técnico de Haaland entre os 8 e os 15 anos, diz que percebeu a diferença aos 12, quando o garoto começou a crescer e a juntar físico aos aspectos técnicos, táticos e mentais. Depois de passar por Bryne, Molde, Red Bull Salzburg e Borussia Dortmund, Haaland virou estrela do Manchester City e agora lidera a Noruega no mata-mata contra o Brasil.
