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Café, álcool e apps: o que atrapalha quem tenta engravidar

Mulher durante planejamento de gravidez
Mulher durante planejamento de gravidez. Foto: Reprodução

Alguns hábitos comuns entre mulheres que tentam engravidar podem reduzir as chances de gravidez, segundo especialistas. O consumo de cafeína não precisa ser cortado, mas deve ficar em nível moderado: até 200 mg por dia, o equivalente a cerca de uma ou duas xícaras de café. Já o álcool não tem dose considerada totalmente segura nesse período, pois pode interferir na ovulação e na implantação do embrião. Com informações de revistacrescer.globo.com.

O cigarro está entre os fatores de maior impacto na fertilidade feminina. O tabagismo pode diminuir a reserva ovariana, afetar a qualidade dos óvulos e antecipar a menopausa; mulheres fumantes podem ter até 30% menos chances de engravidar. Parar de fumar melhora progressivamente as possibilidades de concepção, e a recomendação é buscar ajuda especializada quando houver dificuldade para abandonar o hábito.

Outro erro frequente é ignorar o período fértil ou confiar apenas em aplicativos de ciclo menstrual. A janela mais favorável corresponde, em média, aos cinco dias que antecedem a ovulação, com recomendação de relações a cada um ou dois dias nesse intervalo. Aplicativos podem servir de apoio, mas o ciclo varia conforme fatores como sono, alimentação e estresse; sinais do corpo, como muco cervical mais elástico, também ajudam na observação.

Especialistas também desaconselham testes de gravidez feitos cedo demais, que podem gerar falso negativo antes de o hormônio da gestação atingir níveis detectáveis. O ideal é aguardar o atraso menstrual ou cerca de 10 a 14 dias após a ovulação. Receitas milagrosas da internet, chás “infalíveis” e dicas sem comprovação, como ficar de pernas para cima após a relação, não substituem orientação baseada em evidências; em casos de dificuldade persistente, a avaliação médica ajuda a investigar condições como endometriose e outros fatores ligados à infertilidade.