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Estudo aponta hábitos que ajudam a proteger o cérebro no envelhecimento

Pessoa idosa
Cérebro. Foto: Reprodução

Dados do IBGE apontam que cerca de 30% da população brasileira será composta por pessoas idosas até 2050. Com o envelhecimento acelerado do país, neurologistas defendem medidas para preservar a autonomia e a saúde cerebral, especialmente diante de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Pesquisadores da FMUSP acompanharam idosos com maior risco de demência e avaliaram a combinação de alimentação saudável, exercícios físicos, treinamento cognitivo e controle de fatores de risco vasculares. Em dois anos, o grupo submetido às intervenções teve melhora global da cognição 25% maior que a do grupo controle, além de avanços de 83% nas funções executivas e de 150% na velocidade de processamento cerebral.

A neurologista Larissy Degani, da equipe de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, afirma que os tratamentos atuais não interrompem a evolução dessas doenças, mas podem retardar a progressão clínica, controlar sintomas e preservar a funcionalidade. “Ainda não conseguimos interromper a evolução dessas doenças, mas dispomos de tratamentos capazes de retardar sua progressão clínica, controlar os sintomas e preservar a funcionalidade dos pacientes. Quanto mais cedo ocorrerem o diagnóstico e o início do tratamento, maiores serão as chances de manter a qualidade de vida e a independência por mais tempo”. Especialistas também citam sono insuficiente, tabagismo, abuso de álcool, sedentarismo, alimentação inadequada, estresse, hipertensão, obesidade, depressão e ansiedade como fatores que podem afetar a cognição, muitos deles modificáveis com mudanças de hábito.