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Hackers invadem sistemas do Einstein e acessam dados de pacientes

Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo
Fachada do Einstein Hospital Israelita em São Paulo. Foto: Reprodução

O Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, informou que sofreu um ataque cibernético que permitiu o acesso não autorizado a parte de sua base de dados de pacientes. As informações atingidas incluem nome, CPF e/ou data de nascimento e podem conter prescrições médicas e resultados de exames.

O hospital afirmou que uma parcela do volume acessado reúne documentos avulsos, muitos sem possibilidade de identificação. Os pacientes afetados recebem comunicação individual por e-mail, e a instituição montou uma estrutura para esclarecer dúvidas.

O Einstein disse não ter identificado evidências de divulgação ou uso impróprio dos dados. A instituição comunicou o caso à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Polícia Federal, enquanto mantém a apuração e o monitoramento do incidente. Segundo o hospital, os sistemas de prontuário eletrônico e as plataformas de atendimento continuaram funcionando normalmente.

Leia o comunicado do hospital na íntegra:

Nota à imprensa

O Einstein informa que foi vítima de ataque cibernético que resultou em acesso e obtenção não autorizados de uma parte da base de dados de pacientes. Não foram identificadas quaisquer evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria e ações foram tomadas com o objetivo de reduzir estes riscos. O monitoramento permanece ativo e será mantido de forma contínua.  

Diante de uma suspeita de incidente, em 4 de agosto, foram adotadas imediatamente medidas técnicas e operacionais para confirmar o acesso não autorizado e garantir que a assistência prestada aos pacientes, a segurança dos atendimentos e a continuidade das operações não tivessem qualquer impacto. As plataformas do Einstein e os sistemas de prontuário eletrônico também continuaram operando normalmente. 

O incidente segue em processo de apuração, com o apoio de peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação e resposta a incidentes cibernéticos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi devidamente comunicada, em conformidade com a legislação vigente, e o caso também foi formalmente levado à Polícia Federal e está sendo investigado.

Os pacientes afetados estão sendo comunicados individualmente por e-mail. Os trabalhos estão agora centrados na identificação e na caracterização dos dados acessados, que estão armazenados de forma fragmentada e em bases de informação descentralizadas. Parte relevante desse volume corresponde a documentos avulsos, muitos deles sem possibilidade de identificação. As informações são de natureza pessoal com registros cadastrais incluindo nome, CPF e/ou data de nascimento e podem conter dados de saúde como prescrições médicas e resultados de exames. 

O tema está sendo tratado com a máxima prioridade, tendo como principal preocupação o apoio aos pacientes afetados e a revisão contínua dos mecanismos de proteção de dados e de segurança da informação. Uma estrutura foi montada para atender e tirar dúvidas dos titulares que tiveram seus dados acessados indevidamente e que estão recebendo a comunicação por e-mail.  

O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização.