Haddad diz que vai estar ‘presente’ em 2022 e avalia que Lava Jato ‘liquidou o PSDB’

Publicado em 13 janeiro, 2021 7:48 pm
Fernando Haddad. Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e candidato à presidência da República pelo PT em 2018, falou sobre o combate à corrupção, e as eleições de 2022 em entrevista a Mário Kertész e Malu Fontes nesta quarta (13), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole.

“Qualquer que seja o segundo turno em 2022, eu estarei presente e opinando sobre aquilo que é maior pelo meu país. Eu jamais me furtaria a evitar um presidente que, do meu entendimento, não responde ao tamanho da importância e dos desafios que estão colocados para o meu país”, disse Haddad.

Haddad também falou sobre o papel da Lava Jato no combate à corrupção: “Todo esforço possível tem que ser feito. É um grande mal para a vida pública do país. É um grande mal para a sociedade, as famílias que precisam de assistência. Corrupção é uma coisa horrorosa para a vida de qualquer país. Agora, exige critério, justamente para você fazer o que manda qualquer texto sagrado, que é separar o joio do trigo”.

“Ela começou a atirar para todo lado, sem os critérios necessários para, em cada partido político, separar os bons daqueles que não estão honrando a cidadania brasileira. Em 2016, o único alvo era o PT. Os outros partidos imaginaram que essa forma de atuação da Lava Jato só ia atingir o PT. Entre 2016 e 2018, só de governadores do PSDB foram sete alvejados pela Lava Jato. Não estou dizendo que são culpados porque não conheço os processos, mas estou narrando um fato”, avaliou.

“A Lava Jato liquidou o PSDB. Alckmin teve menos de 5% dos votos. Ele esteve no segundo turno em 2006 com Lula e poderia ter ganhado a eleição. Uma metáfora indelicada: imagina se fosse fazer uma investigação sobre religiosos que são criminosos. Ao invés de pegar os religiosos criminosos de cada igreja, você destruísse todas as igrejas e não aqueles que cometeram o pecado, dizendo assim. Você ia dar lugar não a uma nova igreja, mas ao diabo. Não ia sobrar espaço para ninguém. Faltou critério”, declarou o ex-prefeito.

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