Haddad: ‘O professor é o maior defensor da Pátria’

Publicado em 23 maio, 2019 11:47 pm
Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e a militância LGBT. Foto: Ricardo Stuckert

Da Suellen Gonçalves de A Crítica.

“Professor não é inimigo, é, talvez, o maior defensor da Pátria, porque vai todos os dias para a sala de aula defender a educação”. Assim o ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro da Educação e  segundo colocado nas eleições presidenciais de 2018 Fernando Haddad começou sua palestra no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na tarde desta quinta-feira (23), onde cumpre agenda da caravana “Lula Livre”.

Pela manhã, Haddad esteve na Moto Honda da Amazônia, conversando com funcionários, e afirmou que estava na cidade para fortalecer o legado do ex-presidente Lula. Depois seguiu para um ato político no Encontro das Águas, onde teceu críticas ao presidente Jair Bolsonaro. 

Assistido por centenas de estudantes, professores e simpatizantes dos partidos de esquerda, Haddad, que também é professor universitário, elogiou as manifestações realizadas em todo o Brasil, no último dia 15. Ele também ressaltou a maioria negra e pobre nas universidades federais, e a maioria de mulheres nas pesquisas e programas de extensão das universidades.

Haddad voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e as decisões tomadas por ele nos cinco meses de governo. Ele relembrou ainda o crescente índice de rejeição e disse que os estudantes precisam lutar por seus direitos.

“Colocar o país na mãos de uma pessoas que está desde os 33 anos, quando se aposentou do Exército, sem fazer absolutamente nada, é um grande manobra. Nós temos que estar nas ruas. Sabe quantos estudantes universitários nos tínhamos no golpe de 1964? Pouco mais de 200 mil, hoje vocês são mais de 8 milhões. Ele sabe a força que vocês têm, ele morre de medo da educação e não é respeitável”, afirmou.

Antes de discursar, o professor ganhou cestas de livros e uma obra de um artista plástico amazonense. Ele esteve acompanhado da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, que defendeu a iniciativa de percorrer o País. “A caravana é a força do Lula no País. Ele foi preso porque ia vencer as eleições e o Haddad é o nosso representante porque foi o escolhido por ele”, destacou Gleisi.

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