Harvard oferece R$ 276,5 milhões a famílias após venda de partes de corpos doados

A Universidade Harvard concordou em pagar US$ 53 milhões, cerca de R$ 276,5 milhões, para encerrar processos movidos por famílias de pessoas que doaram seus corpos à Harvard Medical School para pesquisa médica. O pagamento ainda depende de aprovação judicial, solicitada conjuntamente pela instituição e pelos autores da ação coletiva em um tribunal de Boston.
As famílias processaram Harvard em 2023 e acusaram a universidade de administrar de forma inadequada os restos mortais depois que Cedric Lodge, ex-gerente do necrotério, retirou e vendeu partes dos cadáveres no mercado negro. O esquema ocorreu entre 2018 e 2021, segundo a acusação.
Lodge, de 58 anos, declarou-se culpado por roubar e vender restos mortais humanos e recebeu pena de oito anos de prisão em dezembro. A mulher dele foi condenada a um ano e um dia. Em carta, a faculdade de medicina classificou os crimes como “moralmente repreensíveis” e anunciou uma bolsa anual para estudantes a partir do ano letivo de 2027-2028, em homenagem aos doadores anatômicos.
