Por que a herança de Erasmo Carlos virou uma disputa complexa: entenda

A disputa pelo patrimônio deixado por Erasmo Carlos, morto em 2022, envolve os filhos do cantor, Leonardo e Gil Esteves, e a viúva, Fernanda Esteves. O caso reúne discussões sobre os bens que integram a herança, a administração do patrimônio e movimentações financeiras questionadas pelos herdeiros.
A advogada Fernanda Paiva, especialista em Direito de Família e Sucessões, afirma que o primeiro passo é separar o que pertencia ao artista do que já cabia à cônjuge em razão do casamento. Depois, é necessário definir os bens que entram na herança e como ocorrerá a divisão entre os herdeiros. A controvérsia também segue com desdobramentos judiciais e investigação sobre operações financeiras feitas perto da morte do cantor.
Segundo a especialista, a apuração pode envolver extratos bancários, declarações de Imposto de Renda, contratos, procurações e dados sobre quem acessava as contas e autorizava transações. Ela afirma que um testamento poderia ter definido o destino da metade disponível do patrimônio, respeitando os herdeiros necessários, além de estabelecer orientações sobre direitos autorais e a gestão de bens.
