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Hipoglicemia: Entenda a condição que pode ter matado o fisiculturista Gabriel Ganley

O influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley. Foto: Reprodução

A morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, levantou dúvidas sobre a hipoglicemia, quadro caracterizado pela queda dos níveis de glicose no sangue. A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada, mas uma das hipóteses apontadas é uma crise hipoglicêmica. Ganley tinha mais de 1,6 milhão de seguidores nas redes sociais e era um dos principais nomes da indústria fitness brasileira.

A glicose é uma das principais fontes de energia do corpo, especialmente para o cérebro. Segundo o endocrinologista Bruno Geloneze, pesquisador da Unicamp, a falta de açúcar no sangue pode comprometer rapidamente o funcionamento cerebral. “Existe um termo para isso: neuroglicopenia. ‘Neuro’, de neurônio; ‘glicopenia’, falta de glicose. Isso pode levar rapidamente à perda de consciência, convulsão, coma e até à morte”, afirmou. O médico explica que quadros leves podem causar tontura, suor, fraqueza e mal-estar, mas crises graves representam risco real e exigem atendimento imediato.

No caso de Ganley, a suspeita de hipoglicemia foi associada ao uso de hormônios para ganho de massa muscular. O próprio influenciador havia relatado que passou a usar substâncias em junho de 2025 para competir na categoria Open do fisioculturismo. Geloneze afirma que a insulina é usada de forma irregular por alguns praticantes, muitas vezes combinada a esteroides anabolizantes e hormônios do crescimento. “Isso não acontece simplesmente porque alguém treinou demais ou fez uma dieta restritiva”, disse. O especialista também criticou a circulação de orientações sem base científica em redes sociais e fóruns fitness: “Isso faz com que a fronteira entre o uso seguro e o uso perigoso e letal seja muito tênue, especificamente, para o uso da insulina”.