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Vale a pena morar na Holanda? País atrai brasileiros, mas moradia vira obstáculo

Ilustração sobre viver na Holanda
Imagem ilustrativa

A Holanda reúne fatores que atraem brasileiros qualificados, como segurança, domínio do inglês e vagas nos setores de tecnologia e serviços. O país ocupa a 17ª posição no Global Peace Index 2026, tem Índice de Desenvolvimento Humano de 0,946 e desativou presídios nos últimos anos por falta de detentos. Cerca de 90% da população fala inglês, o que reduz a barreira inicial no mercado corporativo.

O custo da moradia, porém, representa o principal obstáculo. Em Amsterdã, um apartamento de um quarto dificilmente custa menos de € 1.700 por mês, cerca de R$ 10 mil. Em Utrecht, Haarlem e Leiden, os aluguéis variam entre € 1.400 e € 1.800. O salário mínimo é calculado por hora desde 2024 e gira em torno de € 14,71; uma jornada semanal de 40 horas rende aproximadamente € 2.545 mensais.

O serviço de imigração holandês centraliza os pedidos de residência. Profissionais podem solicitar o visto de trabalhador altamente qualificado se tiverem contrato com empresa reconhecida e atenderem aos pisos salariais exigidos. Estudantes de fora do Espaço Econômico Europeu podem receber a NL Scholarship, no valor de € 5 mil no primeiro ano, mas precisam comprovar entre € 12 mil e € 15 mil para se manter no país e só podem trabalhar até 16 horas por semana durante o semestre.