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Holding da JBS vai usar corretora para lidar com câmbio e ações após prisões

Da coluna de Mônica Bergamo na Folha.

A J&F decidiu fechar a mesa de operações e não mais transacionar diretamente com câmbio e ações.

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Tudo será feito a partir de agora por meio de uma corretora. A empresa tomou a decisão para “reforçar suas políticas de cumprimento das regras do mercado mobiliário” e para que “não paire mais nenhuma suspeita” sobre suas operações.

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Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa, estão presos sob suspeita de usar informações privilegiadas para ganhar com a compra de ações e dólares. Eles negam as acusações.

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E Joesley, que está detido em SP, tem deixado a cela com frequência para depor nos quase 40 inquéritos originados de sua delação premiada. Foram quatro depoimentos só nas primeiras semanas de fevereiro.

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Nos depoimentos, o empresário faz questão de consignar que está falando como colaborador, e não como investigado. Algumas das autoridades policiais afirmam no fim que, se comprovada a eficácia do depoimento, recomendarão à Justiça que  mantenha o acordo de colaboração premiada dele. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pede a rescisão do acordo da J&F.

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O empresário Joesley Batista durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil