O homem que ficou 27 anos no corredor da morte e teve condenação anulada

Jimmie “Chris” Duncan, de 57 anos, deixou o corredor da morte nos Estados Unidos após passar 27 anos preso. A Suprema Corte da Louisiana anulou por unanimidade a condenação por homicídio, em junho, ao concluir que as provas de marcas de mordida usadas contra ele eram fraudulentas.
Duncan recebeu a pena de morte em 1998 pela morte de Haley Oliveaux, filha de sua então namorada, que se afogou em uma banheira em 1993 enquanto estava sob seus cuidados. Médicos e investigadores não haviam encontrado marcas de mordida no corpo da menina logo após a morte, mas um patologista e um dentista forense apresentaram posteriormente essa evidência no processo.
Imagens divulgadas décadas depois mostram o dentista Michael West pressionando e raspando repetidamente um molde dos dentes de Duncan sobre a pele da criança. O vídeo não chegou aos jurados, embora a defesa tenha pedido acesso antes do julgamento. Após analisar as novas evidências, a corte avaliou que nenhum júri racional condenaria Duncan; promotores, porém, afirmaram que pretendem levá-lo novamente a julgamento.
