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Sintoma parecido com gripe leva homem a descobrir câncer na garganta; entenda

Fernando Ihara
Fernando Ihara. Foto: Reprodução

Um incômodo na garganta que parecia gripe, sinusite ou sequela da Covid-19 levou o administrador Fernando Ihara, 57, a descobrir um câncer de orofaringe em outubro de 2025. Ele procurou atendimento após insistência da esposa, que sugeriu uma tomografia para investigar uma possível sinusite. “Tive muita sorte. Nunca tive sinusite, mas resolvi fazer o exame. Foi aí que tudo começou”, afirmou.

Antes do diagnóstico, Fernando minimizava o sintoma. “Eu sentia um incômodo na garganta, mas achava que era algo comum, uma gripe ou até sequela da Covid-19. Com a correria do dia a dia, a gente acaba minimizando os sinais que o corpo dá.” O oncologista Gilberto Castro, do Hospital Sírio-Libanês, alerta que feridas na boca que não cicatrizam após duas semanas, rouquidão, dificuldade para engolir, caroço no pescoço, dor contínua na boca ou garganta, tosse persistente ou sangramento ao tossir exigem avaliação médica.

Dados do Inca indicam que 78,2% dos pacientes analisados entre 2000 e 2017 receberam diagnóstico em estágios 3 ou 4, e a estimativa para o Brasil passa de 42 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028. Tabagismo, consumo de álcool e infecção pelo HPV seguem entre os principais fatores de risco; segundo o CDC, 60% a 70% dos casos de câncer de orofaringe diagnosticados nos Estados Unidos têm relação com o vírus. Fernando passou por quimioterapia e radioterapia e, em maio, o primeiro PET-CT após o tratamento indicou resposta completa à terapia.