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Homem é espancado em frente a igreja após denunciar som alto 17 vezes

Rosto de Tiago Alves após espancamento. Foto: Reprodução

Um morador de Balneário Camboriú (SC) foi agredido por um guarda municipal de folga em frente a uma igreja evangélica após reclamar do som alto do templo. Segundo Tiago Alves, ele registrou ao menos 17 boletins de ocorrência ao longo de quatro anos devido à poluição sonora, que afetava o bem-estar de seu filho autista de 9 anos.

O episódio foi flagrado em vídeo, que mostrou que Tiago recebeu ao menos quatro socos, precisou de atendimento médico e levou seis pontos na boca. A igreja repudiou a violência e afirmou que todas as adequações acústicas determinadas pela Justiça foram realizadas. Em nota, a instituição disse que buscou cumprir as exigências legais, mas não comentou sobre o histórico das denúncias.

A Guarda Municipal instaurou procedimento administrativo, afastou o servidor das ruas e o manteve em funções administrativas. O Ministério Público (MP) apresentou denúncia contra o templo em maio de 2025 por poluição sonora. O Judiciário determinou que a igreja fizesse isolamento acústico sob pena de multa ou suspensão das atividades. Após nova perícia, foi constatado que os níveis de ruído estavam abaixo dos limites legais. O processo segue aguardando a citação dos envolvidos.

A prefeitura de Balneário Camboriú também realizou medições de som em abril de 2026, constatando que o nível já estava acima do permitido fora do horário do culto. Durante a celebração, o som médio foi de 60 dB, apenas levemente superior ao ambiente já existente. O morador e testemunhas prestaram depoimento na delegacia após a agressão, que é investigada pela Polícia Civil.