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Homem perde o emprego após dizer “não” à hora extra obrigatória

Chefe dando sermão no funcionario – Foto: Divulgação

Um funcionário afirmou ter sido demitido após recusar uma hora extra obrigatória em seu dia de folga. O caso, compartilhado no Reddit, voltou a ganhar repercussão nas redes sociais e gerou debate sobre direitos trabalhistas nos Estados Unidos. Segundo o relato, o chefe informou na tarde de uma sexta-feira que ele deveria trabalhar no sábado, apesar de o funcionário já ter compromissos familiares marcados havia um mês. Ele comunicou ao gerente e ao setor de recursos humanos que não compareceria. Depois de concluir o projeto em que atuava, foi demitido por acumular três pontos por uma suposta ausência sem justificativa. Com informações da TheEconomicTimes.

De acordo com a legislação dos Estados Unidos, a demissão pode ser legal. A Fair Labor Standards Act (FLSA) permite que empregadores exijam horas extras e, em muitos estados, vigora o modelo de emprego “at-will”, que autoriza a dispensa de funcionários por recusarem esse tipo de convocação, salvo quando há contrato ou acordo sindical em sentido contrário. A lei determina apenas que as horas extras sejam remuneradas com adicional após 40 horas trabalhadas na semana.

O artigo também cita um estudo do Economic Policy Institute, segundo o qual 62% dos trabalhadores que fazem horas extras com frequência consideram seus empregos altamente estressantes, contra 34% entre os demais. O funcionário afirmou que outros colegas já haviam comunicado ausências semelhantes sem sofrer punições e defendeu que a empresa deveria resolver problemas de planejamento em vez de impor mudanças de última hora. A publicação recomenda que trabalhadores documentem todas as comunicações com gestores e conheçam as políticas da empresa e os direitos previstos na legislação.