Montanha-russa do Hopi Hari já foi alvo de denúncias antes de jovem perder movimentos

O caso de Júlia Bossoni, de Londrina (PR), reacendeu a discussão sobre ocorrências na Montezum, montanha-russa do Hopi Hari. Em abril, a jovem saiu desacordada da atração, foi internada em estado grave e passou por sete cirurgias. Um laudo médico citado pela família atribuiu o traumatismo cranioencefálico a um mecanismo de contragolpe durante o passeio. O Ministério Público de São Paulo abriu investigação e pediu uma perícia no brinquedo.
O “Fantástico” reuniu relatos de outras pessoas que dizem ter sofrido lesões após andar na Montezum. Em 2018, a professora Nathalia Assenjo Motta teve deslocamento de vértebras na região cervical, passou por cirurgia para colocar 12 pinos e duas hastes no pescoço e ficou com sequelas permanentes. Em 2014, o motoboy Márcio ficou tetraplégico; segundo o advogado da família, laudos apontaram o chamado efeito chicote como origem do quadro neurológico. Ele morreu em 2023 após complicações de uma infecção urinária.
A reportagem também identificou ao menos 40 reclamações registradas nos últimos dois anos por visitantes que relataram dores no pescoço, lesões nos joelhos e costelas quebradas. O Hopi Hari afirma que a Montezum tem certificação internacional, recebe inspeções periódicas e segue protocolos de segurança. O parque diz que os episódios de 2014 e 2018 ocorreram em administrações anteriores e sustenta que as reclamações representam parcela reduzida diante do número de visitantes da atração.
