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Horário do treino muda resposta do corpo; entenda

Pessoa se exercitando em ambiente interno
Pessoa se exercitando em ambiente interno. Foto: Reprodução

O horário do treino pode alterar respostas metabólicas e físicas do organismo, influenciado pelo ritmo circadiano, que regula fatores como sono, temperatura corporal, hormônios, fome e disposição. Isso, porém, não significa que exista um período ideal para todas as pessoas ou que mudar a hora da atividade garanta melhores resultados.

Um estudo publicado em agosto de 2026 comparou sessões de treino intervalado de alta intensidade, o HIIT, pela manhã e no começo da noite entre mulheres na pós-menopausa com sobrepeso ou obesidade. A mionectina, substância produzida pelos músculos e ligada ao metabolismo das gorduras, aumentou nos dois horários, mas alcançou níveis mais altos duas horas após o exercício noturno. As participantes também registraram menor frequência cardíaca máxima e perceberam a sessão noturna como um pouco menos difícil.

Os dados não comprovam que treinar à noite leve a mais perda de gordura ou ganho de massa muscular. No fim da tarde e no início da noite, a elevação da temperatura corporal pode favorecer mobilidade e força para algumas pessoas; para outras, a rotina torna o treino matinal mais viável. A regularidade, a qualidade do exercício e a recuperação pesam mais para os resultados de longo prazo do que um horário considerado perfeito.