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Hospital prepara despedida para jovem autista abandonada; veja os detalhes

Menina autista segura brinquedos no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia. Foto: Kébec Nogueira/Metrópoles

Após quase quatro meses vivendo no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, a adolescente Isabela*, de 16 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e esquizofrenia, deve ser transferida para um centro de convivência. A equipe da unidade, que acolheu a jovem como parte da família, se prepara para uma despedida emocionante. Servidores transformaram a enfermaria em quarto e o corredor em “sala de casa”, onde ela viveu desde a morte da avó e o abandono pela mãe.

Durante a internação, Isabela apresentou melhora significativa no comportamento e na interação com os profissionais. Segundo o secretário de Saúde de Luziânia, Glenio Magrini, os surtos diminuíram em 80% e a convivência com outras pessoas vem evoluindo. A adolescente, antes resistente à presença masculina, agora mantém boa relação com toda a equipe.

O caso é acompanhado pela Secretaria de Saúde, pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público de Goiás, que avaliam a possibilidade de adoção no futuro. O diretor do hospital, Fernando Neves, afirma que todos os profissionais criaram um forte vínculo com a menina e esperam que a nova fase traga oportunidades de convivência e carinho. O nome é fictício para proteger a identidade da adolescente, conforme o ECA.