Hotel de luxo é denunciado por erguer muro ilegal em praia paradisíaca

Um muro de 105 metros de extensão, construído pelo Paru Boutique Hotel na praia do Marceneiro, em Passo de Camaragibe, Alagoas, está no centro de uma disputa judicial. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a estrutura foi erguida de forma irregular em uma área de acesso público, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. Mesmo após um embargo em 2021, o hotel seguiu com a construção, o que levou o MPF a abrir uma ação civil pública.
A praia do Marceneiro, que integra a famosa rota dos milagres, é uma das mais paradisíacas do litoral alagoano, conhecida pelas águas cristalinas e piscinas naturais. O Paru Boutique Hotel, alvo da ação, cobra diárias que chegam a R$ 4,6 mil. O MPF afirma que tentou negociar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o proprietário, Tito Uchôa Lopes, sem sucesso. Tito é primo do senador Renan Calheiros (MDB).
Segundo a procuradora da República Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara, o objetivo da ação é que a Justiça obrigue o hotel a demolir o muro e implementar um plano de recuperação ambiental da área degradada. Além disso, o MPF pede uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos, além de um valor a ser definido para os danos ambientais causados.
O muro foi identificado em uma vistoria do ICMBio em outubro de 2021, quando a obra deveria ter se limitado a uma estrutura de estabilização com sacos de areia. No entanto, o órgão constatou que a construção de alvenaria não havia sido autorizada. Até o momento, a defesa do empresário não se pronunciou sobre o caso.
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