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Huck diz ter medo de “puxarem seu tapete” e ficar sem contrato com a emissora e sem a eleição

Luciano Huck. Foto: Pedro Zambarda/DCM

Folha:

Fernando Henrique Cardoso não foi o único político procurado por Luciano Huck. Após consultar o cardeal tucano, o apresentador reativou pontes com as cúpulas de partidos que, em algum momento, acenaram à sua candidatura ao Planalto, como o DEM. A todos, externou dúvida profunda. Pediu conselhos e ouviu que as decisões mais difíceis são aquelas que se tomam na solidão. Disse ter medo de se lançar e depois ser traído. Se quiser disputar, avisaram, terá que abraçar o risco.

A amigos, Huck tem dito que muda de opinião sobre se candidatar à Presidência “pelo menos umas cinco vezes por dia”.

O apresentador confessa ter medo de “entrar numa aventura” e, depois de já ter saído da Globo, “puxarem seu tapete”, acabando sem contrato com a emissora e sem a eleição.

Huck falou com ao menos três caciques do DEM nos últimos dias. Ouviu deles que Rodrigo Maia (DEM-RJ) é, agora, o plano A da sigla. Foi aconselhado a ter sangue frio porque, especialmente nesta eleição, as alianças só se definirão na antevéspera do prazo, em agosto.

A grande preocupação do apresentador é que o PPS, sozinho, não tem tempo de TV ou recursos suficientes para dar a ele condições confortáveis na disputa. Ele também sabe que seria alvo de cobertura austera da Globo, que tem feito de tudo para se distanciar publicamente do impasse.