Huck escreve artigo de candidato: “Temos que enxergar o Brasil como gostaríamos que ele fosse, e não como ele está”
Da Folha:
Desconheço quem esteja pleno, realizado e saltitante, sentindo que a vida no país está bem melhor do que antes. A nossa situação é urgente. Não temos mais gordura para queimar. Não podemos perder tempo mais uma vez, aceitando um outro ciclo de inércia, de incompetência exacerbada, atraso deliberado, um misto nefasto de ganância, corrupção e estupidez que nos assola ao longo de décadas, independente de governos, partidos e facções.
Nossos tropeços éticos, políticos e econômicos estão custando caro a quem de fato depende da saúde estrutural do país para ter oportunidades e uma vida minimamente digna.
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Temos que enxergar o Brasil como gostaríamos que ele fosse, e não como ele está. Se não tivermos um projeto de país, pensado, claro e inteligente, vamos seguir apontando os defeitos uns dos outros, os erros alheios, dando cabeçadas. Não vamos construir nada. A troca de ideias genuína e a fricção entre elas nunca foram tão necessárias.
Admiro o olhar empreendedor que estadistas contemporâneos de verdade também compartilham, no qual a escassez e a ineficiência são entendidas como oportunidades, nunca como obstáculos intransponíveis.
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Não podemos mais ficar inertes; temos que enxergar com clareza o país que queremos e usar esta revolução tecnológica a nosso favor.
O sucesso desta nossa geração e o futuro das próximas dependerá do impacto que formos capazes de gerar na vida de todas as pessoas.
Tenho a clareza de que um significado maior e mais verdadeiro é infinitamente mais importante do que o sucesso por si só.
Não há sucesso, não há felicidade, não há riqueza se não formos capazes de estender esses privilégios a todos. Não, você não precisa se preocupar com a inteligência artificial. Melhor se preocupar com a estupidez humana.
