Apoie o DCM

Como IA transformou Halland de vilão a meme querido na Copa após elimnação do Brasil

Erling Haaland, atacante da seleção da Noruega
Erling Haaland, atacante da seleção da Noruega – Foto: Odd ANDERSEN/AFP

Erling Haaland virou um dos rostos mais repetidos da Copa do Mundo de 2026 nas redes sociais antes mesmo de enfrentar o Brasil no domingo (05), quando marcou os dois gols da Noruega na eliminação da seleção. O atacante já circulava em vídeos fabricados por inteligência artificial generativa, em cenas falsas nas quais tomava susto de si mesmo no espelho, dançava com pompons e aparecia em uma releitura de “As Branquelas” ao lado de Vinícius Júnior.

O uso de IA em memes não se limitou ao norueguês. Vídeos falsos mostraram Carlo Ancelotti cozinhando, dançando e dormindo em vez de escalar Endrick, que ficou no banco. Neymar também virou alvo de montagens sobre lesões, com versões em que aparecia protegido por maca motorizada, plástico-bolha e até andador de bebê. O técnico da seleção brasileira ainda ganhou um viral falso dançando “Arigato Sayonara”, do É o Tchan, depois da vitória sobre o Japão.

Pesquisas ajudam a explicar por que os memes miram mais os atletas do que as seleções. Um estudo da WSC Sports, feito em outubro de 2025 com 1.050 torcedores dos Estados Unidos, apontou que a geração Z se sente mais conectada a jogadores individuais (31%) do que a times (27%). A consultoria Oliver Wyman também identificou que conteúdos publicados por atletas aumentam o interesse por esporte para 63% dos jovens, contra 42% nas gerações mais velhas.

Haaland e Vini Jr. interagiram nas redes sociais na noite desta quinta-feira – Foto: Reprodução
Meme Haaland e Vini Jr. as branquelas – Foto: Reprodução