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Os dados pessoais que você entrega para a IA sem perceber

Ilustração sobre o compartilhamento de dados pessoais com inteligência artificial
Ilustração sobre o uso de dados pessoais em ferramentas de inteligência artificial. Foto: Reprodução

Ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Claude, podem receber dados pessoais sem que o usuário perceba. Ao pedir revisão de textos, resumo de documentos, análise de imagens ou ajuda para preencher formulários, pessoas podem compartilhar nomes, telefones, endereços, e-mails, informações profissionais e detalhes de relações pessoais.

Fotos, prints e arquivos também podem carregar dados além do conteúdo que motivou a consulta. Documentos de identidade, boletos, contratos e currículos podem expor CPF, endereço, valores, informações financeiras e dados de terceiros; já imagens de ambientes de trabalho podem revelar telas, crachás, documentos e informações internas. A soma de conversas ao longo do tempo ainda permite identificar rotina, localização, hábitos, profissão e locais frequentados.

O tratamento dessas informações varia conforme a empresa, o tipo de conta e as configurações adotadas. Antes de enviar conteúdo a uma IA, a recomendação é apagar ou ocultar dados que não sejam necessários, evitar senhas, códigos de autenticação e credenciais de acesso, além de conferir opções de histórico, memória, treinamento e exclusão de conversas. No trabalho, documentos internos, dados de clientes e códigos proprietários devem permanecer nos sistemas autorizados pela organização.