Os riscos da IA no aprendizado das crianças

O professor Paulo Blikstein, da Universidade Columbia, afirmou que ainda não há base de pesquisas suficiente para definir uma idade segura para crianças usarem inteligência artificial. Para ele, modelos conversacionais oferecem riscos a usuários que não compreendem que interagem com um software, e as ferramentas mais complexas deveriam ficar restritas ao ensino superior.
Blikstein disse que ChatGPT, Gemini, Claude e outros chatbots apresentam riscos semelhantes. Ele recomenda que responsáveis expliquem como esses sistemas funcionam, acompanhem as conversas e mostrem que as respostas podem conter erros. “Se você quer ser um bom jogador de futebol, tem que jogar futebol. Não pode só assistir”, afirmou, ao comparar o aprendizado com o uso de ferramentas que fazem tarefas pelos estudantes.
O especialista defende que escolas adotem políticas claras para alunos e professores. Na avaliação dele, a IA pode ajudar estudantes a aprofundar conhecimentos, como programação e robótica, desde que eles realizem a parte cognitivamente essencial da atividade. Ele também alertou para o uso recreativo frequente de geração de imagens, que consome energia e água.
