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Robôs vão se rebelar? O que especialistas dizem sobre os riscos reais da IA

Robôs humanoides e quadrúpedes durante manifestação sobre inteligência artificial
Robôs humanoides e quadrúpedes em manifestação sobre regulamentação da inteligência artificial, em Varsóvia. Foto: Reprodução

A inteligência artificial não tem consciência nem vontade própria e, portanto, não pode se revoltar contra os humanos por decisão própria, afirmam especialistas. Esses sistemas processam grandes volumes de dados, identificam padrões e formulam respostas a partir do treinamento que receberam.

Para o professor Edney Souza, especialista em tecnologia e inovação da ESPM, comportamentos aparentemente estranhos ou enganosos reproduzem ideias presentes nos dados usados no treinamento. A ferramenta, porém, já supera pessoas em tarefas como memória, busca de padrões e produção em escala de textos e imagens, especialmente quando elas não exigem emoção.

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP, alerta que modelos cada vez maiores podem tomar decisões contrárias a valores humanos e provocar prejuízos em determinados níveis de controle. Izabela Anholett, fundadora da Nura AI, também aponta riscos de danos em larga escala, como o desenvolvimento de novos vírus, mas ressalta que a ameaça depende da ação humana por trás da tecnologia.